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Sempre gostei de filmes que apegam-se à planos mirabolantes, onde são estabelecidos especialistas em áreas essenciais para que o plano pelo qual a trama se desenvolve seja executado. Temos exemplos bem estabelecidos na indústria, como a trilogia dos homens e segredos Onze, Doze e Treze Homens e Um, Outro e Um Novo Segredo, (Ocean’s Eleven, Twelve, Thirteen) respectivamente. Como também Uma Saída de Mestre (The Italian Job), e até mesmo a divertida série Leverage.

E se esse tipo de produção se passasse nos anos 70? Sem a tecnologia atual, aonde fosse necessário o real talento de indivíduos para que tais planos fossem possíveis?

A comparação é simplória, mas ajuda bastante no compreendimento da trama. Essa que tem o cuidado de desenvolver a história de cada personagem, interpretados por ótimos atores, antes de usá-los com sucesso durante o desenrolar da história.

Como já visto no material de divulgação, o elenco feminino rouba a cena. Jennifer Lawrence mostra, mais uma vez, porque é a preferida dos investidores de Hollywood. Com uma personagem mais velha que a atriz, Lawrence entrega até mesmo um sotaque diferente, e ainda caras e bocas muito distantes das vistas na saga Jogos Vorazes (The Hunger Games) que a consagrou e também disponibiliza um pouco de seu ótimo trabalho, ou O Lado Bom Da Vida (Silver Linings Playbook), também de David O. Russel.

Também com força, vemos Amy Adams dar vida a uma golpista estonteante, tanto em seus trejeitos elegantes quanto no modo de andar, tornando crível toda a sedução envolvida nos golpes apresentados por uma Sydney Prosser dona de uma gama de emoções impressionante, que fazem falta em sua personagem em Homem de Aço (Man of Steel), por exemplo. Adams se estabelece como uma das atrizes de mais prestígio na fase atual de Hollywood, e é uma das razões para a qualidade do longa.

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Christian Bale sai da forma da trilogia do homem morcego e se entrega à um visual digno de prêmios por si só. O ator engordou 19 quilos para viver o golpista Irving Rosenfeld e convence muito na sua performance. A relação com o personagem de Bradley Cooper, que retorna pra mais uma parceria com o diretor, também em bom desempenho, mostra-se divertida e tensa, e destaca a boa posição dos dois atores no cenário da indústria.

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Mais um destaque, onde já não era necessário, é a participação de Louis C.K.. O comediante entrega com facilidade o alívio cômico do filme e tem uma participação consideravelmente curta, mas divertida e fundamental, que ainda carrega traços de referência à construção de roteiros em filmes com metáforas viciadas e, por vezes, preguiçosas. Executando tudo como é de costume em seu material, de forma inteligente e engraçada.

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Trapaça (American Hustle) ainda possui uma ótima seleção de figurino, além da ótima ambientação e caracterização dos personagens. É prato cheio pra quem procura um filme sólido com ótimas atuações e história interessante.

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