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Hora de atualizar a lista que publicamos lá no meio de 2015, escolhendo os melhores filmes do primeiro semestre. Algumas novidades e várias permanências, que podem reforçar a tese de que 2015 não foi um ano tão bom assim para o cinema. Como sempre teremos aquela leve confusão com as datas e formas de lançamento, no Brasil ou no mundo, nos cinemas, em VOD ou no home vídeo, mas faremos um disclaimer em cada item. Lembrando novamente que filmes como Whiplash, Boyhood e Birdman, que estiveram na corrida do Oscar e chegaram ao Brasil em 2015 não figuram na lista, já que o release mundial deles é de 2014.

 

Antes de ler a lista final, veja a que fizemos no meio do ano. 

 

Divertida Mente (Inside Out)

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A Pixar voltando aos eixos. Partindo de uma premissa não tão original, Divertida Mente compensou uma certa previsibilidade do roteiro com uma execução primorosa, repleta de inventividade visual, criatividade e sacadas engraçadíssimas, com piadas que funcionam tanto com os adultos, quanto com as crianças. Diversão, emoção e uma beleza que só a Pixar consegue criar.

 

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)

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Todas as expectativas – que eram altíssimas – foram superadas. George Miller dando vida ao seu fantástico universo, com efeitos práticos e visuais sensacionais, sem câmera tremida, com uma cinematografia inacreditável e um roteiro simples, porém muito bem construído. Uma protagonista forte vivida por uma atriz excelente, coadjuvantes icônicos e muito bem interpretados por um elenco maravilhoso. Um filme de ação praticamente perfeito.

 

Ex Machina

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Uma ficção cientifica cerebral, relevante e com alto grau de maturidade artística. A união entre roteiro inteligente, personagens complexos e elenco competente, dribla qualquer limite orçamentário. Um exemplar intrigante e cheio de valor, dentre as tantas que tratam de inteligência artificial.

Leia nossa crítica.

 

Creed: Nascido para lutar (Creed)

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Um dos casos que se enquadram naquela confusão de lançamentos. Creed estreia no Brasil em 7 de janeiro, mas teve pré-estreia no painel da Warner na CCXP 2015, então está na lista. Um filme de boxe muito bem conduzido, ótimas sequências de luta, trilha sonora coerente e que não deve nada aos melhores exemplares da franquia Rocky. Respeita o legado da franquia e nos apresenta um protagonista forte e carismático para dar seguimento a essa saga.

Leia nossa crítica.

 

Que horas ela volta?

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Um filme brasileiro em todos os aspectos. Em seu viés social, em sua escolha de elenco e até em tamanho de produção. Uma atuação preciosa de sua dupla de protagonista e um roteiro muito bem escrito. Não passou da pré-seleção do Oscar, mas mereceu todos os prêmios que faturou no decorrer da temporada.

Leia nossa crítica.

 

Missão: Impossível – Nação Fantasma

(Mission: Impossible – Rogue Nation)

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O filme de ação que mais me divertiu esse ano. MI é uma franquia que não decepciona e o quinto filme consegui realizar a proeza de ser, se não o melhor, o segundo melhor da série. Emula o original, homenageia as sequências e traz um Tom Cruise mais dedicado do que nunca. Sequências de ação intensas e uma ambientação muito bem escolhida. Uma obra gratificante e divertidíssima.

 

Kingsman: Serviço Secreto

(Kingsman: The Secret Service)

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Uma excelente paródia/homenagem aos longas de espionagem, especialmente os clássicos do 007. Matthew Vaungh mantém sua habilidade em aliar ação, violência estilizada e comédia de humor negro. O filme traz personagens carismáticos e um elenco afiadissímo, que se diverte enquanto atua. Foi uma das maiores surpresas desse ano.

 

The Lobster

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Estranho. Talvez seja a melhor palavra para definir esse filme, mas do melhor jeito possível. Uma comédia-dramática-romântica-de-humor-negro que trata de maneira surreal o “universo” dos relacionamentos na sociedade atual. Cheio de metáforas e ambiguidades o longa afirma o talento e a inventividade do diretor grego Yorgos Lanthimos. Traz também uma ótima atuação de Colin Farrell, que teve seu ano de recuperação em 2015.

 

A Espiã Que Sabia de Menos (Spy)

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Pra representar o gênero comédia temos outra surpresa envolvendo paródias a filmes de espionagem. Melissa McCarthy, Miranda Hart, Jason Statham e Jude Law estrelam a melhor comédia do ano. Repleto de piadas referenciais, tiradas fantásticas, além do humor físico e escrachado típico de Melissa, A Espiã Que Sabia de Menos consegue fazer rir e ser relevante, ao desconstruir estereótipos e trazer outra importante protagonista feminina para a galeria de 2015.

 

Corrente do Mal (It Follows)

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Pra fechar a lista um representante de outro gênero que teve um 2015 fraco: o terror. Trabalha com uma estratégia de horror minimalista, lembrando e homenageando a obra de John Carpenter, tanto no estilo de filmar quanto na trilha sonora. Tem uma característica atemporal e uma identidade visual bem particular. É um filme que lida divinamente com terror psicológico e construção de clima.

Leia nossa crítica.

 

Menções honrosas: O Presente, Vicio Inerente, What we do in the shadows, O Ano mais violento e A Travessia.


É isso, nosso top 10 filmes de 2015 está feito. Uma lista bem variada, que abrangeu vários gêneros e estilos em um ano com poucas obras realmente incontestáveis. Lembrando que não há uma ordem exata nesse top. Concorda? Discorda? Tem uma lista completamente diferente da nossa? Então deixe aí nos comentários.

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