Eu nunca fui muito ligado a esse negócio de teatro, dança e modalidades “mais artísticas”. Então, nem de perto é um plot que me chama atenção, e olhem que já li Dick Francis. Porém algumas pessoas que conheço falaram bem do livro, então o adicionei no meu Kindle e estava esperando um bom momento para a leitura. Quando fechamos a parceria com a Young Editorial, me senti animadão e, assim, chegou o momento.

Capa--Finalizada - 1000 - Copia

Em Teatro Selena, escrito pelo casal Nany Seskiene e José Ricardo Martinho, mas assinado por Domnall September, acompanhamos Erika Isoni, uma garota de 17 anos que sofre de um problema congênito no coração, que a impede de fazer qualquer esforço físico ou sentir uma emoção um pouquinho mais forte, algo difícil para uma adolescente em plena efervescência dos hormônios. Para controlar seu coração adoentado, Erika faz tratamento integral, morando dentro do hospital, onde seu mundo se resume à sua mãe e aos demais pacientes. Nada de muito emocionante.

Até que, um belo dia, ela encontra um teatro aparentemente abandonado. Trata-se do Teatro Selena, uma espécie de teatro meio mágico, meio fantasma e totalmente artístico. Ele tem o poder de cura e até de reviver os mortos, dentre outras habilidades fodas. Logo que chega no teatro é explicado que Erika é importante, pela quantidade de talento que tem, e dentro do teatro, talento é poder. Literalmente, super cura, força, ler pensamentos e etc.

O livro me lembra bastante animes, tanto por seu plot extremamente original e criativo, quanto pelas expressões exageradas da personagem principal. Ao chegar no teatro, Erika é bastante infantil e exagerada. Qualquer coisa que a contrariasse eram bicos, bufadas e batidas de pés. Qualquer coisa que fosse pedir, era carinha de manhosa e tímida. Sem falar que por ser uma adolescente que passou toda vida no hospital, qualquer piadinha de cunho sexual a deixa ruborizada.

Erika realmente é chata nesse começo de livro, mas nosso casal escritor nos ajuda com isso, deixando os parágrafos mais curtos e consequentemente, mais fáceis de ler. Ela só melhora quando seu treinamento termina, e ela assume a função de Grand Coryphe. Nossa personagem central amadurece muito; percebemos isso tanto pelas mudanças físicas mencionadas, como também pelas suas atitudes.

Junto com a mudança da personagem central, temos a mudança do ritmo, com menos mistérios paralelos e parágrafos mais longos. Nesse ponto, não só a Erika amadureceu, mas a história. Este primeiro livro da série tem o foco na ambientação e personagens, e não na solução dos mistérios levantados. Mas, isso não prejudica o livro, pelo contrário, só nos instiga. Pois, como disse, o foco também são os personagens, os quais têm histórias e mistérios próprios, bem interessantes. Por exemplo, um arco com Thomas, que possui uma grande reviravolta em sua história controversa.

Teatro Selena é um livro fácil de ler e sua história é cheia de mistérios, podendo atingir um público bem amplo. No entanto, senti que o livro foi pensado para um público feminino, pois é possível que nós, homens, simplesmente não possamos entender alguns dilemas de Erika.

Teatro Selena é publicado pela Young Editorial e teve seu lançamento em 2015. Pode ser encontrado em meio digital ou impresso no site deles.

E você, já leu? Comenta aí que ficaremos super felizes. E se quiser saber mais, basta acessar o site da Young Editorial – nossa querida parceira – e dar uma olhada no livro.

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Avaliação.
Bom

Milton Salles

Ai, que delicia, cara...

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