Supernatural – 9ª Temporada – Com mais acertos do que erros, os Winchester seguem na estrada

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Já fazem 9 anos desde que Dean e Sam começaram a rodar os EUA com seu Impala, para caçar coisas e salvar pessoas, e por mais que eles tenham derrapado algumas vezes nessa estrada, o fôlego parece estar bem mais renovado do que no fim dos 3 anos anteriores. Isso significa que, provavelmente, teremos Supernatural por mais alguns anos. Se isso é bom ou ruim, só o tempo vai dizer.

 

A temporada começa com os Winchester sofrendo com as consequências de seus atos no fim do ano anterior, além de se encontrarem no meio de duas guerras entre pesos pesados, Abaddon e Crowley lutando pelo inferno, e Castiel e Metatron lutando pelo céu. Temática que seguiu durante toda temporada, com as habituais reviravoltas, barganhas e mudanças de lado. Caras novas também entram no jogo, Gadreel, Caim e até um Winchester de gerações passadas dão as caras, uns com grande importância no desenrolar das tramas, outros nem tanto.

 

Os episódios isolados seguem presentes, até mais do que em outros anos, e eles vão de muito bons, como o reencontro com os Ghostfacers, até bem ruins, como o retorno da Xerife Jody. E por falar em retornos, eles foram muitos na última temporada, além dos Ghostfacers e da Xerife, tivemos mais de Garth, Charlie e outros que é melhor não entregar pra quem ainda não viu. As trilhas sonoras seguem afiadíssimas, bem como as divertidas referências á cultura pop, marca registrada do seriado, que vão de Game of Thrones até Downton Abbey.

 

Entre os defeitos dá pra citar o cansaço que as duas tramas principais causaram, não por serem desinteressantes, mas por durarem mais tempo do que o necessário. A previsibilidade de alguns acontecimentos também irritaram um pouco, tanto que vira uma espécie de piada interna na season finale (ou seriam os roteiristas passando mensagens subliminares á emissora?), o drama familiar quase que digno de uma novela mexicana, um dos heróis indo pro lado negro da força, tudo que já vimos várias vezes.

I Think I'm Gonna Like it Here

A canastrice de Jared Padalecki, combinada as nada compreensíveis atitudes de Sam, dão vontade de esmurrá-lo. Pelo menos temos Misha Collins e seu Castiel menos perdido, Jensen Ackles mandando muito bem no Breaking Bad, e o sempre eficiente Mark Sheppard com o seu carismático Rei do Inferno.

 

Um adendo para falar do vigésimo episódio, Bloodlines, que serviu como medidor para o comentado spin off da série. Honestamente, parecia promissor, trazendo uma mistura de Romeu e Julieta, com O Poderoso Chefão, Deu a Louca nos Monstros e uma pitada de Supernatural (a mistura pode não parecer agradável, eu sei), a trama localizada em Chicago poderia ser bem utilizada, e com a não aprovação da série, com certeza veremos mais daquele lugar nas próximas temporadas, o que pode abrir um bom leque de possibilidades.

 

No fim tudo se desenrola de maneira meio que previsível em se tratando das tramas principais, mas com um mindblowing muito bacana e que confirma outra especialidade do show, encerrar suas temporadas de maneira épica e instigante, mesmo que isso se desmanche na próxima premiere.

 

Se pudéssemos separar, eu diria que Supernatural se divide entre a incrível série original, que vai da 1ª á 5ª temporada, e sua versão reciclada, que vai da 6ª em diante. Essa 9ª temporada poderia facilmente sair do segundo grupo e se encaixar no primeiro, e isso é um elogio que define a qualidade do nono ano. Estou feliz com o novo fôlego, ansioso e receoso para o próximo ano, e é claro que continuarei assistindo, afinal, esse é o negócio da família.

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