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Anos depois do lançamento do bem-sucedido e contestável Crepúsculo a temática mística com adolescentes poderosos, fadas, vampiros, lobisomens, anjos e demônios continua fazendo sucesso, e o mercado das séries, no embalo do sucesso das prateleiras, adapta mais uma obra para a televisão. A série de livros Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare é levada as telas depois do fracassado filme Cidade dos Ossos (2013) agora na forma de série de TV pelo canal Freeform e pelo Netflix; Shadowhunters é uma boa tentativa de transformar um material de sucesso em algo de mais sucesso ainda.

Para os olhares mais seletivos e que não conhecem a obra original, Shadowhunters passaria despercebido e esquecido com o filme de 2013. Porém, a série é uma oportunidade de apresentar uma boa história, com alguns problemas, mas divertida e inovadora dentro das séries para o público jovem. O enredo gira em torno de ClaryFray (Katherine McNamara), uma adolescente que acaba de fazer 18 anos e está preocupada em entrar numa boa faculdade quando sua vida vira de cabeça para baixo. Apesar de clichê, a premissa da série se desenvolve bem e segue os moldes das produções adolescentes, onde ela descobre fazer parte de uma linhagem de anjos caçadores de demônios que defendem os seres humanos, os Shadowhunters.

Com isso, são apresentados os elementos essenciais da série, os Shadowhunters são rapazes bonitões e meninas lindas com cerca de 20 anos que vivem olhando e protegendo os humanos na terra dos maléficos demônios, como anjos. Mas além da eterna briga céu-inferno, todas as mitologias criadas, as lendas da humanidade, também são reais. Os vampiros, os lobisomens e as bruxas habitam uma camada oculta na terra ou se disfarçam de seres humanos. Os Shadowhunters, possuem como poder, as runas, tatuagens místicas que dão poderes como invisibilidade, cura, força e agilidade dentre outros, mas aí que surgem os pontos negativos da série.

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A explicação de tudo é muito rápida, em 30 minutos você tem uma estudante de artes transformada numa caçadora de demônios talentosa, um romance forçado com o Shadowhunter badboy, JaceWayland (Dominic Sherwood) e novamente o mesmo problema visto em Divergente, de 2014 acontece; a relação entre o provável casal é construída numa obsessão dos dois, que em 3 episódios parecem ter um ótimo entrosamento como se fossem casados há anos. A atuação não é horrível, mas está não está nos padrões de uma boa série. Os efeitos especiais são até surpreendentes, devido ao baixo orçamento compreensível da produção e com um “entendimento” desses defeitos, a série é uma boa experiência com pontos positivos.

Para jogadores de RPGs clássicos, como Vampiro: A Máscara, a sensação de ver os seres mágicos com uma representação na televisão é sempre algo difícil de aceitar, porém para os mais ecléticos e geralmente mais novos, ver bruxas, vampiros e anjos é algo divertido, e diferente tanto de Once Upon a Time, quanto de True Blood, a temática ainda permite momentos mais sensuais e o charme dos atores é posto em cena em todos os momentos. Os personagens são bem construídos, porém o que me motivou pessoalmente a acompanhar a série é a ambientação; A cidade de Nova Iorque é retratada de forma bem escura com uma trilha sonora empolgante e bons visuais de monstros, porém sem apelar para nudez ou cenas mais picantes. A série é uma adaptação de vários livros, e apesar das discordâncias entre os fãs dos livros e dos fãs da série, eles seguem ritmos parecidos.

Se você gosta da temática e não se importa com um retrato bastante teen de uma história, você consegue aproveitar muito de um universo bastante recheado, com personagens interessantes e um enredo que se desenvolve bem durante os seis primeiros episódios, principalmente no desenvolvimento do ambiente da série. Se você se interessou pela produção, dê uma chance à Shadowhunters, e permita conhecer algo novo e quem sabe você aproveite de uma série mediana, mas divertida no Netflix.

Para se aprofundar mais nas ideias surpreendentes de Cassandra Clare, a recomendação são os livros, que deram origem a série, começando pelo livro Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, disponível para compra junto com toda coleção no site da Cia dos Livros, então aproveite os preços e condições especiais e junte-se à uma legião de fãs por todo o mundo. Tenha uma ótima leitura e não se esqueça de comentar as suas opiniões sobre este vasto universo místico aqui na postagem!

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  • Karine R.

    Eu não gostei das atuações, e tão pouco dos efeitos. Achei o filme menos “tosco” que o seriado, sem contar… Que algumas coisas no seriado destoam muito do livro, muito mesmo, e infelizmente não para melhor.
    Achei o piloto extremamente confuso, mas… É o que tem.