Capa Livro Griphos Meus 01Entre grifos, gozos e devaneios, se fez a escrita de Griphos Meus, de Felipe Ferreira, roteirista, escritor e colunista dos sites Cinem (AÇÃO), Ambrosia e PubliKador. Lançado há um ano, de maneira independente, o livro pode ser encontrado na Livraria Cultura ou diretamente com seu autor, pelas suas páginas nas redes sociais (Twitter, Facebook ou Instagram).

Griphos Meus” traz contos, crônicas, poemas e demais escritos, nos mostrando a visão de mundo de seu autor. De literatura a cinema, de política a sexo, o livro tem de tudo um pouco, com a deliciosa sensação de uma conversa de bar. Mas daquelas conversas em que já tomamos os primeiros copos e as discussões sobre filosofia, política, a vida e tudo o mais se tornam profundas, descontraídas e sinceras. Griphos Meus é, acima de tudo, sincero e descontraído. Livre.

Em sua parte destinada ao cinema, Griphos Kynematográficos, a sensação de conversa de bar se faz mais evidente. Ferreira faz suas críticas de acordo com o que o filme lhe despertou, fugindo daquele “critiquês” chato e monocromático. Por exemplo, em sua análise sobre o perturbador e primoroso Cisne Negro do Darren Aronofsky:

Já a imagem da bailarina mutilada me fez ruminar inúmeros significados e representações da automutilação que podemos fazer com a arma mais letal e particular que temos: a mente. \ Chegava determinado momento que o coração acelerava, os pelos se arrepiavam, as mãos suavam, a respiração ficava ofegante… Parecia que o duelo dos cisnes acontecia aqui, dentro de mim, como um espelho…

Já em seus griphos mais íntimos, como os Políticos, Musicais, Literários – e até mesmo uma sessão + 18! – o tom de conversa dá lugar a um tom tão íntimo, que temos a impressão de estar diante de um diário pessoal, a ler – sem permissão – os devaneios e confissões de alguém, como invadir um segredo. Em um ritmo quase frenético, as palavras se desenrolam numa profusão de pensamentos, questionamentos, sensações, etc…

É nesta parte também que o livro fica mais eclético, abordando desde as eleições até a escrita de poemas. Os poemas são modernos, com versos livres e, frequentemente, brancos, trazendo contemporaneidade e um ar espontâneo aos escritos. Poeticamente, Felipe Ferreira nos conta um pouco sobre si, seus dias e sua visão do mundo.

Ao ler Griphos Meus, tive a sensação de me tornar amiga de Felipe. Por “ouvir” suas confissões, seria capaz de também lhe confessar alguns pecados… Uma experiência de leitura certamente singular e interessante!

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Giselle Rebelatto

Escrevo assim que terminar de corrigir essas redações, lavar a louça e revisar esse artigo. Ih, a neném acordou, fica pra depois... 🙂

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