Primeiras Impressões: Z Nation – Os novos zumbis do SyFy

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No último dia 12, o glorioso canal SyFy estreou sua nova série envolvendo nossos queridos zumbis, batendo recordes de audiência em solo americano e entrando na briga por esse território tão frutífero da cultura pop. Z Nation se passa três anos após uma praga zumbi ter dizimado grande parte da população mundial, e nos apresenta de inicio o soldado Mark Hammond (Harold Perrineau), que está encarregado de levar a possível última esperança de cura a um laboratório na Califórnia. Essa esperança está personificada em Murphy (Keith Allan), o único ser humano que sobreviveu a um ataque (um baita ataque, diga-se de passagem) zumbi. No caminho eles se deparam com um grupo de sobreviventes que vai acompanhá-los nessa missão.

 

É inevitável, nas condições atuais, comparar qualquer obra com zumbis com o mega sucesso de The Walking Dead, portanto, vamos tirar esses detalhes do caminho. Em Z Nation os zumbis são velozes e excepcionalmente inteligentes, (mais inteligentes do que muito protagonista de filme do gênero); eles não tem problema nenhum em usar o termo “Zumbi”, ao contrário de sua colega; o foco aqui parece ser correria, sustos e muito sangue, sem a lenga-lenga de TWD, que a propósito foi o que me fez desistir da série.

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O elenco conta com nomes já conhecidos no mundo das séries, além de Harold Perrineau e Keith Allan, temos a presença de DJ Qualls, Tom Everett Scott, Michael Walch e Kellita Smith, que desempenham seus papéis com competência. O aspecto visual da série merece destaque por conseguir fugir um pouco da atmosfera amadora que os projetos da SyFy trazem. As cenas de ação e susto são executadas de maneira convincente, apesar de uma ou outra soarem forçadas.

 

O episódio seguia muito bem, com ótimo ritmo, ceninhas bacanas, mas parece existir uma regra nas produções do canal, que obriga a inserção de um ou outro momento que exacerba todos os limites da suspensão de descrença, e transforma um nível de galhofa aceitável em uma enorme vergonha alheia. Isso acontece pelo menos duas vezes durante o episódio, o que dá uma bela quebrada na imersão e envolvimento.

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Z Nation parece chegar para suprir uma lacuna deixada por TWD, se aproveitando dos supostos “pontos fracos” da concorrente, mas ainda transmite a insegurança de uma série do SyFy, um canal que não tem medo de colocar tubarões em um tornado, nem de colocar bebês zumbis logo no episódio piloto. Se seguir nesse ritmo, maneirando na vergonha alheia, a série tem tudo pra virar uma diversão descompromissada e entrar na minha lista de guilty pleasure. Mas analisando friamente, ainda é uma série do SyFy, essa é melhor definição.

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