Primeiras Impressões: Gotham – I’m NOT Batman

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Na última segunda-feira, dia 22 de setembro, aconteceu nos EUA a estreia de uma das séries mais aguardadas desta temporada, Gotham. A nova empreitada televisiva com background super-heroico trazida a nós pela Fox tem uma missão difícil, porém muito interessante, ser a série que se passa no magnifico universo do Batman, só que sem o Batman.

 

Nosso protagonista é Jim Gordon, policial novato que está começando a descobrir como funciona a relação crime-policia na corrupta Gotham. Seu primeiro grande caso é nada menos do que o assassinato de dois dos mais poderosos nomes da cidade, os empresários Thomas e Martha Wayne, assassinados a sangue frio em frente a seu filho, o jovem Bruce. Destaque para a recriação de uma das cenas mais icônicas da trajetória do Homem Morcego, muito bem interpretada pelo jovem David Mazouz.

 

O episódio segue acompanhando a importante investigação realizada por Gordon, junto de seu parceiro Harvey Bullock, policial escolado e de moralidade dúbia, adepto da politica de boa vizinhança que a lei e o crime tem na cidade. É por intermédio dele que Gordon conhece Fish Mooney e seu “assistente” Oswald Cobblepot, peças importantes no desenrolar do caso, e que provavelmente terão bastante destaque no decorrer da temporada.

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Muitos personagens são apresentados logo de cara, além dos já citados temos a noiva de Gordon, Barbara, os detetives Crispus Allen e Renee Montoya, da divisão de Crimes Graves, além do vislumbre de personagens conhecidos desse universo, como as “pequenas” Selina ‘Catwoman’ Kyle e Poison Ivy, o esquisitão Edward Nygma, o poderoso criminoso Falcone e o velho (e incomodamente ranzinza) Alfred Pennyworth, mordomo da família Wayne.

 

A série começou trazendo muita coisa bacana, com tramas interessantes pra serem desenvolvidas, incluindo um antigo relacionamento de Barbara com a detetive Montoya, atual “rival” de Gordon nas forças policias; a moralidade e honestidade do protagonista sendo constantemente desafiada pelo modus operandi do local, e a grande conspiração que cerca o tal assassinato dos Wayne.

 

No quesito atuações, todos estão muito seguros e envoltos em seus papéis, mas vale se destacar a presença cativante e imponente de Jada Pinkett-Smith, como Fish Mooney; a bizarrice justificada do excelente Robin Lord Taylor, como jovem Pinguim; e a malandragem misturada com alivio cômico de Donal Logue, interpretando Harvey Bullock. A ambientação do episódio também é digna de nota, uma cidade com clima Noir, mas muito bem equilibrada, colocada quase que no meio termo entre o clima gótico sombrio de Tim Burton, e o realismo de Christopher Nolan.

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Talvez o principal defeito desse primeiro episódio tenha sido o exagero de agrado aos fãs, pode parecer estranho, mas eu explico, se a série tem a intenção de se estabelecer sozinha, sem a muleta do Batman, podia diminuir a inserção exagerada de fan services, como a pequena mulher gato se esgueirando pela vizinhança toda hora, ou simplesmente não tentar citar todo o panteão de vilões do Batman nos primeiros vinte minutos. Enfim, se a missão do piloto é cativar e apresentar o potencial do show, Gotham atingiu nota bem próxima da máxima, valendo-se de alguns truques baratos, é verdade, mas se saindo muito bem.

 

Obs.: Fique atento ao não tão sútil easter-egg de A Piada Mortal, de Alan Moore;

 

Obs.2: Segundo eu vi no Facebook, 22 de setembro é um dia místico para estreia de séries:

22/09/1994 estreou Friends, que entrou para a história da televisão.

22/09/2004 estreou Lost, que entrou para a história da televisão.

22/09/2014 estreou Gotham… será?

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