Primeiras Impressões: Forever – Elementar, meu caro Highlander

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“Meu nome é Henry Morgan. Minha história é longa. Pode parecer um pouco improvável. Provavelmente, você não acreditará. Mas vou te contar assim mesmo porque, além de tudo, tenho muito tempo”

 

Assim começamos a conhecer a história do médico legista Henry Morgan (Ioan Gruffud), que trabalha no IML da cidade de Nova York onde acumula muito conhecimento sobre a fatídica e inevitável morte, tema recorrente na vida do nosso protagonista, não só no que diz respeito ao seu trabalho, mas também a sua extensa vida, que já dura mais de 200 anos. Pois é, o plot de Forever não é nada original: Henry é imortal, e tem que lidar com essa maldição enquanto procura um jeito de livrar-se dela. O fato de Henry viver há tanto tempo não é o mais curioso da trama, mas a maneira que se dá essa “imortalidade”, porque diferente do que se imagina, ele morre sim, mas ressuscita toda vez, quase que como o Kenny de South Park (só que ao invés de um parto normal, ele sempre renasce na água).

 

No episódio piloto ele se envolve na investigação de um misterioso acidente de trem (no qual é uma das vítimas), onde colabora com a Detetive Jo Martínez (Alana De La Garza), que perdeu seu marido recentemente, mas que arruma uma maneira curiosa de lidar com a perda. Essa trama básica do piloto nos conduz a conclusões importantes sobre a série, seu formato por exemplo, será o de episódios procedurais, o famoso “caso da semana”, e que consequentemente levará a um mistério maior, bem ao estilo The Mentalist. O mistério maior em questão parece ser o do admirador secreto de Morgan, que sabe muito sobre sua vida, e ao que tudo indica, trata-se de outro “highlander”.

FOREVER

Sobre os personagens, Henry é uma cópia fiel homenagem clara a Sherlock Holmes, com seu carregado sotaque britânico, vasto conhecimento e extrema habilidade de observação. Isso acaba incomodando um pouco no episódio, principalmente pra quem já acompanha a série estrelada por Benedict Cumberbatch, inclusive a cena em que Morgan conhece a detetive Martínez é praticamente igual a cena em que Sherlock conhece Watson na série britânica. Se continuar se limitando a emulação de um Sherlock em Nova York, o personagem perderá em importância e sofrerá com comparações, então é bom ter cuidado, principalmente no que diz respeito a convincente atuação de Gruffud. Abe (Judd Hirsh) é o fiel escudeiro, único que conhece o segredo de Henry e que está há muito tempo o acompanhando. A Detetive Martínez, por sua vez, derrapa um pouco ao expor seus dramas pessoais, mas serve como gatilho para andamento da história, além de inserir o protagonista no ramo das investigações.

 

Nesse texto fiz referência a Sherlock, The Mentalist, Southpark e posso incluir House na lista, afinal temos um médico sabichão com problemas em se relacionar. Isso diz muito sobre Forever, ela não traz absolutamente nada de novo, tudo que ela apresenta já foi visto em outra série ou filme. Além do fato de procedurais de investigação existirem aos borbotões por aí. Não vou negar que me diverti um bocado nesses 40 minutos, mas acho difícil a série conseguir se manter no ar por muito tempo apostando apenas em ingredientes batidos. Mas se você estiver interessado em desligar a mente por algum tempo e acompanhar as aventuras de um Sherlock que não morre, Forever pode ser uma boa pedida.

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