Primeiras Impressões: Battle Creek | Mais uma série sobre uma dupla de detetives…

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O criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, se uniu ao criador de House, David Shore, para desenvolver uma nova série. Para dirigir o episódio piloto foi convocado ninguém menos que Bryan Singer, diretor dos primeiros e do último filmes dos X-Men e de Os Suspeitos. Como não elevar as expectativas com esses envolvidos? E como não ficar extremamente desapontado com o resultado?

 

O episódio piloto de Battle Creek apresenta-nos ao detetive Russ Agnew (Dean Winters), um dos principais membros da escassa e desmoralizada força policial da cidade do título. Com recursos limitadíssimos a equipe faz o que pode para conter a criminalidade no local de pouco mais de 50 mil habitantes. O tão sonhado auxilio do governo que eles esperam chega na forma da transferência do agente do FBI Milt Chamberlain (Josh Duhamel), que reforçará a equipe da cidade.

 

Depois que conhecemos o básico do local e das pessoas, somos brindados com uma enxurrada de clichês referente aos buddy cop movies mais ordinários. Com Russ e Milt formando uma inesperada dupla que são forçados a lidar com suas diferenças em prol de um objetivo em comum. Russ é o cara de métodos pouco ortodoxos, que não pensa duas vezes antes de quebrar as regras, enquanto Milt é o Sr. Certinho, modelo de conduta e adorado por todos. Como de costume, temos a relação de “desgosto” entre os dois, mas que traz uma admiração velada e que certamente virá a tona no futuro. Isso já seria repetitivo o suficiente se fosse apenas sugerido, mas não, isso é evidenciado com diálogos expositivos e quase infantis.

 

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O senso de humor do episódio é estranho, nunca se decidindo entre o humor de situação e a simples auto-referência, deixando em dúvida se determinada cena era pra ser engraçada ou se foi tão patética que ficou involuntariamente engraçada. Os poucos pontos positivos ficam por conta da dupla principal de atores, que é boa, tem química e está á vontade em cena. E no trabalho de direção, que traz a experiência de Bryan Singer como principal diferencial.

 

De maneira geral, Battle Creek não passa de uma série extremamente clichê, sem nada que  a diferencie das outras duzentas tramas policias que habitam a TV norte americana. Felizmente, pelo cacife dos envolvidos, ainda há esperança de que a série evolua monstruosamente nos próximos episódios e se mostre como uma aposta válida. Por enquanto, não parece valer a pena.

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