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A TV por assinatura brasileira fez na última semana um tributo ao recém falecido Paul Walker, astro da franquia Velozes e Furiosos. Eu não sou um conhecedor da carreira do cara, mas um filme me chamou a atenção, Linha do Tempo (2004), principalmente por ser dirigido por Richard Donner, de Superman e Máquina Mortífera, e também por ser baseado em um livro escrito por Michael Crichton, autor de Jurassic Park e ER: Plantão Médico. Eu não estava fazendo nada, resolvi assistir.

Trata-se de uma aventura-de-ficção-medieval (!?), que segue o Professor Johnston (Billy Connolly), e seus alunos arqueólogos, trabalhando em meio a escavações em um sítio na França. Desconfiando das intenções da patrocinadora da expedição, o Prof. resolve ir até a sede da ITC para obter respostas. Seus alunos e seu filho seguem com a pesquisa e acabam descobrindo uma câmara que esteve fechada desde a Idade Média, lá eles encontram uma lente bifocal e uma carta do próprio professor pedindo ajuda.

Os alunos decidem ir a ITC para desvendar esse mistério, e lá eles descobrem que a empresa está trabalhando em uma máquina capaz de transmitir objetos tridimensionais pelo espaço. Mas no meio dos testes o Professor acaba sendo enviado por uma fenda no tempo direto para a época da Guerra dos 100 anos. Seus alunos então resolvem viajar no tempo pra resgata-lo. A premissa era bem interessante, mas infelizmente foi uma das poucas coisas interessantes no filme.

O roteiro é extremamente previsível e cheio de furos, os personagens tomam atitudes altamente questionáveis, como por exemplo, chegar no meio de um dos fortes ingleses e dizer pra todo mundo ouvir que seu nome é François e que é um espião francês, ou um francês que diz “Isso é pela França”, em inglês ao atacar seu inimigo, aliás, todos os franceses falam em inglês o filme todo. Sem falar que eles dizem se preocupar em não mudar o rumo da história, mas participam ativamente das batalhas e chegam a ficar por lá e estabelecer família.

O elenco encabeçado por Paul Walker e completado por Frances O’Connor, Gerard Buttler, Neal McDonough, Ethan Embry, David Thewlis, Anna Friel, Lambert Wilson e Matt Craven dá um show de canastrice do começo ao fim da projeção. Walker e O’Connor fazem um casalzinho extremamente forçado e sem química.  O que se salva nessa história toda é a caracterização medieval e boas cenas de batalha, mas não chega a valer uma hora e meia em frente a TV.

Ao fim do filme eu consegui entender o porquê de não ter ouvido falar dele na época, ele é ruim, bem ruim, só não foi o pior do ano por que ele disputou com Gigli (Contato de Risco), sim aquele do Ben Affleck com a Jennifer Lopez, e convenhamos, a concorrência é desleal. Enfim, se você é fã do falecido Paul Walker, tente não guardar esse filme como lembrança. Vá ver a diversão descompromissada de Velozes e Furiosos e tenha uma boa imagem do ator para a posteridade.

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