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E mais uma vez o mundo parou para assistir a entrega do Oscar, mas desta vez com um diferencial, uma torcida mundial pelo prêmio de melhor ator para Leonardo DiCaprio. A noite começou com um monologo de Chris Rock, que apresentou um show voltado para a polêmica causada pela ausência de indicados negros pelo segundo ano consecutivo.

Este foi o ano do cinema técnico que consagrou um filme de ação premiando Mad Max com 6 estatuetas, Melhor Figurino, Melhor Design de Produção, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.  E o longa realmente merece. A obra de George Miller é um espetáculo audiovisual como nunca se viu e as expectativas giram em torno de um novo capítulo para a saga do herói pós-apocalíptico.

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Spotlight – Segredos Revelados levou o grande prêmio da noite. O filme que conta a história real de um grupo de jornalistas que desmascara um enorme esquema da Igreja Católica, envolvendo padres e bispos acusados de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. A publicação rendeu ao grupo o Prêmio Pulitzer de jornalismo. Com um elenco estelar, Spotlight levou os prêmios de Melhor Roteiro Original e Melhor Filme. Prêmio merecido, o filme é ótimo, tenso e conta com fidelidade as dificuldades do grupo para se opor a uma das maiores instituições do mundo. Rachel McAdams e Mark Ruffalo concorreram pelos prêmios de melhores atores coadjuvantes. Não levaram, mas eram fortes concorrentes.

O prêmio de melhor Diretor ficou nas mãos de Alejandro G. Iñárritu (Birdman e Babel) que já havia vencido no ano passado por Birdman. Iñárritu era favorito desde o lançamento do filme que conta a história do explorador Hugh Glass, personagem lendário americano que sobrevive ao ataque de uma ursa parda. O diretor parece que aprendeu a fórmula do sucesso do cinemão arte para angariar prêmios. Sem ter seu próximo filme anunciado, ele se dedica a produção executiva do seriado The One Percent, que conta com Ed Harris (Gravidade e Uma Mente Brilhante), Ed Helms (Se Beber, Não Case) e Hilary Swank (Meninos Não Choram e Menina de Ouro) no elenco.

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Mark Rylance (O Franco Atirador) levou a estatua de Melhor Ator Coadjuvante por Ponte dos Espiões, o ator britânico concorria no grupo da morte na categoria mais dividida da noite. Com um grupo formado por Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas e O Vencedor) por A Grande Aposta, Tom Hardy (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e Mad Max: Estrada da Fúria) por O Regresso, Mark Ruffalo (Os Vingadores e Foxcatcher) por Spotlight: Segredos Revelados e o favorito Sylvester Stallone (Rambo e Os Mercenários) que retornou pela sétima vez ao papel do boxeador Rocky Balboa por Creed. Tudo indicava que Sly levaria o prêmio por ter ganho em Cannes e o Globo de Ouro na mesma categoria. Infelizmente não foi o que aconteceu. Assim como DiCaprio estava sendo apoiado, o Garanhão Italiano também tinha o suporte de milhões de fãs ao redor do mundo torcendo pelo reconhecimento do carismático ator de 69 anos. Dificilmente Stallone concorrerá novamente a um prêmio por atuação.

Alicia Vikander (Ex Machina e O Agente da U.N.C.L.E.) comemorou a vitória por A Garota Dinamarquesa, filme que conta a história de casal de artistas dinamarqueses em que o marido de sua personagem faz a primeira cirurgia de mudança de sexo da história da medicina.

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Brie Larson (Anjos da Lei) foi consagrada com o Oscar de Melhor atriz por Quarto de Jack. Filme conta a história da vítima de sequestro que vive durante 16 anos encarcerada e dá luz a um filho do sequestrador, de quem é vitima de abusos sexuais. A intensidade do papel garantiu o prêmio à atriz que durante o filme atua somente com o ator Jacob Tremblay, de apenas 9 anos de idade e assim como Larson também deu um show de atuação como seu filho Jack. As já vencedoras do Oscar Cate Blanchett (Blue Jasmine) por Carol e Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida) por Joy concorriam com a veterana Charlotte Rampling (A Duquesa) por 45 anos e Saoirse Ronan (O Grande Hotel Budapeste) por Brooklyn.

O momento mais aguardado da noite foi a premiação para Melhor Ator. Leonardo DiCaprio conseguiu comover o mundo com sua atuação em O Regresso e desta vez foi feita justiça a carreira do brilhante ator que já havia concorrido outras 4 vezes ao prêmio. Nem é preciso dizer que o teatro veio abaixo com a vitória e Leo foi aplaudido de pé pelo público presente. O ator que é ativista discursou sobre o problema do aquecimento global e pediu consciência para o mais perigoso evento provocado pelo homem arrancando ainda mais aplausos dos presentes. Leo concorreu contra Bryan Cranston (Breaking  Bad) por Trumbo, Matt Damon (Identidade Bourne) por Perdido em Marte, Michael Fassbender (X-Men Primeira Classe) por Steve Jobs e Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo) por A Garota Dinamarquesa. Todos ótimos concorrentes, mas DiCaprio estava na fila havia muito tempo e foi agraciado pela Academia desta vez.

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Chris Rock terminou a noite convidando os atores do palco para comer os biscoitos vendidos pelas escoteiras durante a cerimônia. Ficou então a sensação da necessidade de mudanças drásticas nos métodos utilizados pelos votantes. Hollywood precisa realmente se renovar. Para o próximo ano fica a torcida por uma oportunidade para o Brasil, que neste ano concorreu por O Menino e o Mundo na categoria de Melhor Animação, mas não levou o prêmio que foi para as mãos de Divertida Mente. Mais sorte na próxima vez.

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