É isso mesmo, existe a continuação do clássico Drácula, ela foi escrita pelo sobrinho bisneto de Bram Stoker e batizada de “Drácula, o Morto-Vivo“.

Inicialmente, a gente pensa em um livro caça-níquel e possivelmente péssimo, afinal, quando o foco é só dinheiro, o produto final tende a ser uma ofensa ao público. No entanto, a meu ver, esta continuação de Drácula não foi um livro para ganhar dinheiro, e sim, uma grande homenagem.

A obra foi escrita por Dacre Stoker e Ian Holt, sendo que este é um historiador, especialista em Drácula. Trata-se de uma continuação do clássico de Bram Stoker e se passa em 1912 , 25 anos depois.

O livro conta a história do problemático casamento de Mina e Jonathan, a loucura agravada do Doutor Seward, a reclusão de Arthur Holmwood, a velhice de Helsing e bastante coisa do Jack Estripador – que foi introduzido por coincidir a data. Uma “mistureba” que até que deu certo – em sua maioria…

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No trecho inicial do livro, o Dr. Seward está na caçada de seres da noite, quando encontra a Condessa Bathory – a quem conhecemos e sabemos das preferências- tomando um banho no sangue de suas vítimas, o que causa grande repulsa no doutor. A partir daí, já nos é mostrado como os vampiros deste livro podem ser bastante sádicos.

O primeiro trecho do livro é uma preparação para tudo o que acontecerá no decorrer da história. Mostra o quão profundo é o poço que o Doutor chegou e como o casamento de Mina e Jonathan foi arruinado. Na verdade, o matrimônio nunca existiu, pois ambos passaram uma vida assombrados pelo horror que Jonathan viveu e pela sombra do romance de Mina com o príncipe das trevas.

Parecia bastante promissor até essa introdução primorosa, mas eis que eles começam a estragar tudo com a redenção dos monstros e demasiadas licenças poéticas.

Um grande ponto negativo é a presença de Bram Stoker na história, como um escritor tentando produzir sua peça teatral “Drácula”, que teria sido escrita a partir do relato de um velho bêbado que ele teria ouvido numa mesa de bar. Ok, poderíamos aceitar isso como uma homenagem e seguir a leitura. Porém, a “participação especial” do tio-avô ilustre não acaba aí e ganha certa relevância na trama, causando conflitos e possíveis contradições nas histórias “drácula clássico X drácula expansão”.

Não contentes com essa confusão, há ainda sérias deturpações dos personagens, com redenções, traições e “mudanças de lado” bastante forçadas. Além de uma cagada épica, que é um spoiler dos grandes e sinceramente, arruinaria a experiência da leitura.

Acredito que se o livro se tivesse levado um pouquinho mais a sério e respeitado certos paradigmas, o público o teria aceitado melhor. O erro deve ter sido “homenagear demais” e acabar perdendo o tom.

Apesar de tudo isso, recomendo a leitura, afinal, esse universo é sempre fascinante. O ritmo do livro é muito agradável. Ele é rápido e a leitura é bem fluida, escrito de forma bem simples e fácil de entender. É um livro gostoso de ler.

Já leu? Então conte-nos qual foi sua impressão!

E quem não leu, vai lá ler e depois vem aqui contar pra gente o que achou!

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Milton Salles

Ai, que delicia, cara...

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