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Uma prática que se consolidou na década de 90 e se alastra até os dias de hoje em Hollywood, é o de estúdios lançarem dois filmes com uma premissa constrangedoramente parecida num intervalo menor que um ano. Tivemos Volcano e O Inferno de Dante em 97, O Show de Truman em 98 e Ed TV em 99, Armageddon e Impacto Profundo, O Resgate do Soldado Ryan e Além da Linha Vermelha, FormiguinhaZ e Vida de Inseto, todos em 98, Planeta Vermelho e Missão: Marte em 2000, A Caverna e Abismo do Medo em 2005.

Mais recentemente tivemos Megamente e Meu Malvado Favorito em 2010, Depois da Terra e Oblivion em 2013, Invasão a Casa Branca e O Ataque também em 2013, e a lista só aumenta. Existem casos em que um filme é bom e ou outro não, outros em que nenhum é bom e o os melhores casos, onde eles driblam o fator repetição e entregam dois bons filmes. Parece que esse caso vai se repetir em 2016.

Um grupo de ladrões encontra um suposto alvo fácil em uma casa, mas ao invadir o local se deparam com um morador bem mais perigoso do que eles próprios. É a sinopse de O Homem nas Trevas (Don’t Breathe), filme que está em cartaz nos cinemas e está sendo considerado um dos melhores do gênero suspense/terror dos últimos tempos. E também é a sinopse de Crush the Skull, comédia de horror independente baratíssima escrita e dirigida pelo estreante Viet Nguyen. Ainda não posso falar sobre o primeiro, mas o segundo é uma pérola que merece ser conhecida.

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Acredite quando eu falo que o filme é barato, tanto que alguns aspectos remetem a produções quase amadoras. Cenários, trilha sonora, figurinos, fotografia, é tudo bem “estranho”. Mas um bom texto, o carisma e esforço dos atores e o conhecimento dos gêneros abordados, transformam o projeto em um filme divertidíssimo, com uma história derivada, mas que é bem contada com seus diálogos debochados e suas ótimas piadas.

A estreia de Nguyen é um belo cartão de visitas, pois aqui ele demonstra saber trabalhar com poucos recursos, além de coordenar muito bem dois gêneros que só funcionam juntos em mãos extremamente talentosas. O filme é inteligente, constrói bem seus momentos de tensão, mas o ponto forte é no senso de humor. Ele brinca com estereótipos, acerta a mão no humor negro e subverte os clichês, se rendendo a alguns, é verdade, mas de maneira bem coerente, num filme interessante e divertido. Ele ainda apresenta aos amantes do gênero três nomes promissores: Nguyen como diretor e roteirista, Chris Dinh como ator e roteirista e a belíssima Katie Savoy como atriz. Vale a pena ver e observar o que vem por aí para esse pessoal.

E não se esqueça, CRUSH THE SKULL ALWAYS!

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