Crítica: Wolves | Quem ressuscitará os lobisomens?

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Há 33 anos John Landis trouxe ao mundo o último filme indiscutivelmente bom a respeito de lobisomens. Muita coisa aconteceu com esses seres peludos desde então, muitos filmes péssimos, muitos filmes regulares e uns poucos filmes bons. Será mesmo que ‘Um Lobisomem americano em Londres’ foi o último suspiro aterrorizante dos seres lupinos?

 

Cayden Richards (Lucas Till) é um jovem com a vida aparentemente perfeita, é o quarterback do time do colégio e consequentemente namora a garota mais popular de lá. Não fossem alguns apagões que ele passou a ter, tudo estaria perfeito. Depois de um desses apagões, Cayden acorda acreditando ter assassinado seus pais. Acuado ele foge da cidade até encontrar um estranho que indica uma vilarejo onde ele pode descobrir mais sobre sua estranha condição.

 

Chegando na misteriosa Lupine Ridge, descobre que o local é comandado por uma matilha de lobisomens selvagens, liderada por Connor (Jason Momoa), um maluco que amedronta os moradores chamados de lobisomens urbanos. Quando descobre mais sobre o seu passado, Cayden decide confrontar Connor para libertar a cidade e ganhar o coração da jovem Angelina (Merritt Patterson).

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Wolves é um filme muito difícil de se analisar, e a aceitação do espectador, gostar ou não gostar, vai depender exclusivamente de como ele for encarado. Seu roteiro é essencialmente clichê, com o estranho misterioso que chega na cidade para derrotar o vilão e ficar com a mocinha, o pouco desenvolvimento dos personagens é feito de maneira altamente previsível também.

 

O filme tem um quê de trash oitentista, com os clichês, com o visual dos lobisomens e com a canastrice dos atores. O problema é que ele é instável demais, se leva a sério demais pra ser encarado como um trash oitentista, mas não a ponto de criar aquele humor involuntário típico do gênero.

 

O casal protagonista parece desinteressado e não tem o carisma necessário para carregar o filme. Quem se salva é o competente Stephen McHattie, além de Jason Momoa, canastrão como sempre, mas surtado na medida certa. Melanie Scrofano funciona bem como alivio cômico, também. O filme é escrito e dirigido por David Hayter, estreante na direção, mas experiente roteirista com filmes como X-Men 1 e 2 e Watchmen no currículo. Nitidamente falta experiência para ele saber o que quer fazer, um filme pra ser levado a sério ou uma homenagem a um icônico gênero. Essa indecisão acaba limando as possibilidades dele acertar em qualquer uma das duas opções.

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Enfim, Wolves é um filme que se perde no meio termo, não funciona como filme trash por se levar a sério demais, não funciona como filme sério por ser altamente clichê e desinteressante. Não foi dessa vez que os seres licantropos foram restabelecidos na cultura pop, com a força que eles tem.

 

Nota: 5,0

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