Crítica: Stretch | Quem quer ser um “Firestarter”?

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Joe Carnahan é um cineasta interessante e que vem amadurecendo bem seu jeito de fazer cinema, seus trabalhos anteriores deixavam muito claras suas influências, como por exemplo a verborragia remetente a Tarantino, ou a violência estilizada e a linguagem de videoclipe muito comum nas obras de Guy Ritchie e semelhantes. Em Stretch ele reforça a tentativa de encontrar sua própria assinatura, e mesmo caindo em algumas soluções comuns demais acaba por entregar uma comédia competente e divertida.

 

Em Stretch Patrick Wilson é o personagem-título, um cara frustrado que foi para Los Angeles na esperança de se tornar ator, mas acabou virando motorista de limusine. Se essa frustração já não fosse o suficiente, ele acaba de ser abandonado pela namorada que o trocou por um jovem atleta. Mas o pacote fica completo quando o agiota para o qual ele deve 6 mil dólares, diz que vai matá-lo se não pagar a quantia até o fim do dia. Topando qualquer negócio para conseguir esse dinheiro ele aceita dirigir para um excêntrico milionário que pode resolver seus problemas, desde que ele tope embarcar em todas as maluquices do cara.

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Stretch é basicamente uma comédia de erros bem ao estilo “Uma noite fora de série”, mas com uma pegada um pouco mais ‘suja’, numa pegada mais “Se beber, não case!”. Junte-se a isso o frenesi da narrativa característica do trabalho de Carnahan, e temos uma combinação bastante agradável de se assistir. As piadas que povoam o roteiro do longa não são telegrafadas e nem forçadas, elas fluem de maneira bastante natural de acordo com as situações.  Grandes momentos do filme também se dão graças a algumas participações especiais, como a de Ray Liotta e do gênio David Hasselhoff, ambos sempre dispostos a rir de si mesmos.

 

Além dos méritos de direção e roteiro, muito do potencial de Stretch se deve a seu ótimo elenco. Patrick Wilson, como sempre, esbanja carisma e presença em cena. Ed Helms está muito bem, engraçado como nunca, mas o destaque fica com a performance completamente insana de Chris Pine, que sempre foi um ator bastante contido, mas que de uma hora para a outra engatou dois personagens meio despirocados (vide Quero matar meu chefe 2) e mandou muito bem. Para tornar tudo ainda mais bonito temos a presença das estonteantes Jessica Alba e Brooklyn Decker, quem precisa de mais?

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Enfim, Stretch pode até repetir alguns conceitos de outros filme, além de ainda não ter a assinatura forte do diretor, mas graças a um texto eficiente e um elenco inspirado acaba por cumprir perfeitamente o propósito de divertir.

 

Nota: 7,5

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