Crítica: Simplesmente Acontece (Love, Rosie)

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Encontros e desencontros. A vida é feita deles, afinal. Amizades, romances, planos destruídos, mudanças de perspectiva, sentimentos não descobertos e não ditos. Intimidades e medos que são compartilhados sem usar palavras, apenas com a clareza e a sinceridade de um olhar. Um beijo quase acidental que foi esquecido depois de um porre, alguns casos rápidos e uma espécie de sexo por vingança que termina com uma gravidez indesejada. Uma viagem sonhada e a busca por libertação.

É assim a história de Rose (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin), amigos inseparáveis desde a infância, acostumados a compartilhar praticamente tudo, desde desavenças familiares e paixões mal resolvidas, até os mais banais acontecimentos cotidianos. Uma relação que desde o primeiro minuto nos cativa e faz torcer. Separados por alguns quilômetros de oceano e por algumas palavras reprimidas vemos suas vidas seguindo por caminhos igualmente distintos, mas que acabam por encontrar várias intersecções toda vez que o inegável sentimento vem a tona.

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Nem tudo são flores, em alguns pontos as coisas parecem não andar e os momentos que antes divertiam agora parecem repetitivos. É a vida. Nessas horas é bom curtir a música, que se encaixa perfeitamente em cada momento que passamos. Aproveite as belíssimas paisagens, também, enquanto aguardamos pelo final que já conhecemos, é verdade, mas pelo qual aguardamos ansiosamente.

Clichê? Um pouco. Excessivamente redondinho? Talvez. Mas despretensioso. Romanticamente faz ás vezes de criar uma utopia realista, de um mundo em que existem sentimentos a rodo e onde eles agem mais positiva do que negativamente. É pra isso que servem as comédias românticas, não é? Nos fazer acreditar que por mais que o os caminhos e as escolhas calhem de não acontecer como sonhamos, ás vezes vem o destino e… puff: Simplesmente Acontece.

Nota: 8,0

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