Crítica: Será que? – Friendzones que terminam bem, só no cinema mesmo

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Originalidade nunca foi a marca forte do gênero comédia romântica, mas ao longo do tempo ele foi aprendendo a se adaptar, é bem o caso de Será Que?, que não apresenta nada de novo, mas faz bom uso dos clichês para contar uma história leve e divertida.

 

O protagonista dessa história é Wallace (Daniel Radcliffe), que abandonou a faculdade de medicina e grande parte de suas pretensões após uma desilusão amorosa. Depois de um tempo ele finalmente aceita um convite para uma festa, organizada por seu amigo Allan (Adam Driver), lá ele conhece Chantry (Zoe Kazan), e logo surge um laço de amizade. Os problemas são: Obviamente Wallace quer mais do que amizade, enquanto Chantry vive feliz com seu namorado de muito tempo, em uma relação aparentemente perfeita.

THE F WORD

Os diálogos rápidos e inteligentes contribuem para a identificação com os personagens, eles falam sobre cinema, música e até comida. A química do elenco principal está ótima, graças aos bons desempenhos de Radcliffe, Kazan e Mackenzie Davis. Adam Driver, acostumado ao tipo de papel que desempenha aqui, rouba a cena com ótimas piadas e reações.

 

O diretor Michael Dowse conduz a narrativa de maneira convencional, mas decide enfeitar um pouco as cenas com desenhos ganhando vida, que servem como metáfora aos sentimentos dos personagens, além de remeter a profissão de Chantry, de animadora. Ele não se esforça para fugir dos clichês, como a cena do provador presente em 9 de 10 comédias românticas. Mas de um em especial ele se mantém longe, a de provar que o atual namorado da mocinha é um escroto, para induzir a torcida pelo mocinho.

Será-Que-1

Enfim, “Será que?” é uma comédia leve e divertida, que fala sobre relações modernas, com uma pegada meio hipster, fazendo bom uso dos clichês, mas sem revolucionar o gênero. Estranhamente aqui a friendzone acaba bem, mas mesmo com essa dose de inverossimilhança vale o tempo investido.

 

Nota: 7,0

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