Crítica: Justice League: Throne of Atlantis | Olá, povo da superfície

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O Universo Animado da DC Comics segue a todo vapor lançando praticamente um longa por ano com os personagens da casa, o protagonista do mais recente lançamento é ninguém menos do que o herói mais injustiçado do mundo, Aquaman. Em uma continuação direta de “Justice League: War” somos apresentado ás origens daquele que virá a ser o Rei do povo Atlanti, Arthur Curry.

 

O longa começa nos apresentando três pontos de interesse distintos que convergirão na trama principal do filme. Primeiro vemos o jovem Arthur Curry, ele acabara de perder o seu pai e está meio perdido sem saber direito o que fazer. Também acompanhamos os esforços de Ciborgue para desvendar o misterioso ataque que um submarino repleto de mísseis sofreu no fundo mar. Enquanto isso, no misterioso Reino de Atlantis a Rainha Atlanna tenta lidar com seu rebelde herdeiro, Orm, que deseja a qualquer custo declarar guerra contra o povo da superfície.

 

Todos os pontos de partida são bastante promissores, mas eles acabam sendo prejudicados por um defeito que já foi observado em “JL: War”, o pouco tempo de desenvolvimento. A duração de 1h13min aproximadamente, não é suficiente para preencher todas as lacunas da trama e isso cria alguns furos de roteiro, sem falar que os acontecimentos acabam soando bastante apressados.

 

A origem aqui apresentada está muito mais para a apresentada nos novos 52, do que para a clássica do personagem, como vem sendo o foco das animações recentes, e confesso que a escolha foi bastante apropriada, já que a nova história de origem do Aquaman é muito mais interessante do que a clássica.

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Mas por falar em Novos 52, isso nos leva a outro fator determinante para a qualidade da animação, uma das críticas recorrentes que as histórias pós-reboot sofrem é acerca da “falta de profundidade” (sem trocadilhos com Atlantis), e isso fica claro aqui. A trama surge de um argumento promissor, mas falta alguma coisa pra ela tornar-se realmente relevante, a narrativa insiste em parecer superficial demais.

 

A qualidade gráfica da animação é indiscutível, como sempre, e as sequências de ação também são muito bem pensadas e executadas (salvo um momento ridículo envolvendo o Lanterna Verde), apesar de não serem muitas. O filme traz algumas surpresinhas como a humanização de alguns heróis (curiosamente os que estão mais próximos dos Deuses), e até uma referência a um outro super-herói da editora que deve dar as caras nas animações muito em breve.

 

Enfim, JL: Throne of Atlantis tem muitas qualidades e muitos defeitos, mas acaba por sair com uma média positiva. A dinâmica entre os personagens está interessante, mas a equipe não precisa de tantos alívios cômicos. O argumento é promissor, mas o texto não engrena. O resultado é melhor do “JL: War”, mas não chega perto de “JL: Flashpoint Paradox”. Por fim é estranho definir assim, mas a primeira incursão do Rei das Profundezas do Mar acabou preferindo se manter no raso.

 

Nota: 6,5

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