Crítica: Horns – Chifres pra que te quero!

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746Recentemente na minha crítica da comédia Frank, reclamei de filmes que tentam passear entre temas e gêneros mas não o fazem com competência e acabam se perdendo no caminho. Horns consegue fazer isso. Infelizmente isso não é o suficiente para fazê-lo ser tão bom quanto poderia.

 

O Pacto (Horns) é a primeira adaptação cinematográfica de uma obra do autor Joe Hill, filho do mestre Stephen King, e pode ser visto como um bom começo. O responsável por essa adaptação é o diretor Alexandre Aja, jovem, porém experiente no gênero terror tendo dirigido filmes como Alta Tensão, Viagem Maldita e Espelhos do Medo. Horns acompanha Ig Perrish (Daniel Radcliffe), um jovem apaixonado que se vê acusado por todos os moradores de sua pequena cidade, pelo assassinato de sua namorada Merrin (Juno Temple). Para piorar, começa a nascer um par de chifres em sua cabeça, mas esse estranho acontecimento acaba lhe dando maneiras de investigar o real culpado pelo crime, e ele tem que correr para provar sua inocência e alcançar a sua vingança.

Horns Movie Picture (6)

Como não li a obra original (o que pretendo fazer, aliás), não sei dizer o quão fiel o roteirista estreante Keith Bunin foi a ela, mas sei que ele conseguiu construir uma trama instigante e competente na maior parte do tempo. Misturando doses excepcionais de humor negro, com pitadas de romance e um incomodo mistério. Infelizmente o que faltou foi um pouco mais de terror, que era como o filme estava sendo vendido.

 

Como eu disse, o filme te envolve bem na maior parte do tempo, mas derrapa quando tenta “passar sua mensagem”, que consiste na abordagem sobre a curta barreira que separa o bem do mal no interior das pessoas. A ânsia de explicar cada detalhe na conclusão, também acaba por sabotar a boa oportunidade de apresentar múltiplas interpretações, o que poderia favorecer a identificação do público com o filme.

 

Não há nada a ser criticado em aspectos técnicos, fotografia, trilha sonora (com David Bowie, diga-se), figurino estão perfeitamente bem colocados na produção. O elenco também não deixa a desejar, Daniel Radcliffe está em uma de suas melhores atuações, Juno Temple, David Morse e Max Minghella, apesar do pouco tempo que cada um tem, também vão muito bem em seus papéis.

Horns-Movie-Daniel-Radcliffe-Wallpaper

Apesar do  potencial de Horns estar bem além de seu resultado, o filme ainda está acima da média se comparado com outras adaptações de romance feitas recentemente, mas fica a sensação que um roteiro mais trabalhado e um maior aproveitamento do clima de horror fantástico, poderia sim, transformá-lo em um clássico do gênero.

 

Nota: 7,0

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  • Tatiana LOureiro

    Assisti agora, achei estranho, pois até entender que se passava em uma critica sobe a existência de seres maléficos que lutamos contra nós mesmos todos os dias demorou um pouquinho (antes do final, claro adotei o anjo caído) , mas finalmente ele usou a ofidioglossia!!!!!