Crítica: Grace – The Possession | FPS: First Person Satan

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O gênero de terror vem cambaleando a um bom tempo, muito esporadicamente surge um Invocação do Mal ou The Babadook. O found-footage dominou o gênero e se saturou absurdamente. Filmes de possessão também. É no mínimo interessante quando alguém se dispõe a “inovar”, nem que seja um pouco. Infelizmente só uma ideia inovadora não sustenta um filme.

 

Grace (Alexia Fast) é uma bela e ingênua jovem que acaba de entrar para a faculdade. Ela tem que lidar com o comportamento dos seus colegas universitários, conflitando com a sua rígida criação religiosa, ao mesmo tempo em que passa por uma estranha mudança. Inevitavelmente ela tem que retornar para o lar de sua fanática avó, e volta a ser assombrada pela misteriosa morte de sua mãe. Além de ser perturbada pelo crescimento de um assustador mal interior.

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O grande diferencial, e um dos poucos pontos positivos do filme, é a linguagem de POV utilizada de maneira convincente e bem realizada. Não é um found footage, ninguém está segurando câmera nenhuma aqui, o espectador realmente acompanha a ação pelos olhos do protagonista, como um jogo FPS. Inclusive ele traz detalhes importantes que mostram certo cuidado com a produção, como um piscar de olhos ou o cabelo da protagonista caindo nos olhos.

 

A imersão que essa técnica proporciona ajuda bastante na construção de alguns sustos, mas também evoca vários jump scares desnecessários. Em duas cenas, especificamente, é criado uma tensão muito eficiente sem precisar desses sustinhos. E isso define bem o filme, ele vive de momentos, de lampejos, mas nunca chega a engatar de vez.

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Seu roteiro é bastante raso, os personagens têm desenvolvimento quase nulo e o final é absolutamente previsível. Exceto por Lin Shaye, que vive a avó da personagem, e que eu acho naturalmente assustadora, os outros atores são muito fracos.

 

Enfim, ‘Grace: The Possession’ parte de uma ideia no mínimo interessante, tem uma ou outra cena genuinamente boa, mas o conjunto da obra deixa muito a desejar. Com um roteiro mal escrito e sem desenvolvimento, personagens genéricos e atores ruins, pelo menos é um filme curtinho, com pouco mais de 1h20min, então não é uma perda de tempo tão grande assim.

 

Nota: 4,5

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