Crítica: Frank e o Robô (Robot & Frank – 2012)

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Uma premissa não tão original, mas que passeando entre gêneros e com o apoio de boas atuações se tornou um filme bem bacaninha de se ver. É basicamente o que resume ‘Frank e o Robô’.

Frank (Frank Langella) é um velhinho rabugento que outrora fora um grande ladrão de jóias, mas que hoje aposentado, vive sozinho em uma casa isolada. Seu filho Hunter (James Marsden), sem tempo de visitá-lo e não querendo mandá-lo a um asilo, compra um robô para servir como cuidador de seu pai. Frank, é claro, rejeita ferozmente a nova companhia, mas com o tempo desenvolve uma certa amizade com o robô e vê nele a possibilidade de voltar a vida de roubos de antigamente.

Com um verniz de sci-fi futurista, o diretor Jake Schreier constrói um filme que transita entre vários gêneros. Temos um quê de drama familiar, pitadas de comédia e até um pouco de filme de assalto. Apesar de isso ser bacana em grande parte do desenrolar, a falta de escolha por qualquer um desses gêneros acaba deixando o filme sem personalidade própria. O andamento fica com um ar genérico graças a isso.

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De maneira bastante sútil o filme aborda temas intensos, como amizade, solidão, compaixão e abandono. Frank Langella é o grande responsável pelo funcionamento da obra. Sua atuação, que vai de um velho rabugento pra alguém que não percebe a real situação de sua saúde, convence e emociona. O trabalho de voz feito por Peter Sarsgaard para o robô é muito bom, também. E tem a Susan Sarandon, sempre é bom vê-la em cena. Os pontos fracos ficam por conta dos belos James Marsden e Liv Tyler, cujos personagens são bem chatinhos.

Enfim, ‘Frank e o Robô’ é um filme leve e gostosinho de se ver. Consegue fazer rir e emociona sem apelação, graças a uma trama honesta e uma grande atuação de seu protagonista. Vale a pena conferir essa pequena pérola lá no Netflix.

Nota: 7,5

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