Crítica: As Horas Finais (These Final Hours – 2014)

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O mundo entrou em colapso e a Terra encara sua iminente destruição total. Restam apenas 12 horas e você tem duas opções para se ocupar nesse período: Ir a uma festa regada a sexo, drogas e morrer chapado; ou ajudar uma garotinha que você acabou de conhecer a encontrar o seu pai. O que você faria?

Basicamente é esse o plot de ‘These Final Hours’, filme australiano dirigido por Zak Hilditch. Usando de uma premissa não muito original o diretor consegue construir um filme parcialmente eficiente. A noção de que a maioria das pessoas perdeu completamente o senso de moralidade e começou a fazer o que bem entende funciona bem, vemos saques, destruição, assassinatos e suicídios por toda a parte. Apesar de não ser extremamente gráfica, pode dizer que a violência é pesada e está presente em grande parte do longa.

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Basicamente o filme fala sobre a redenção de seu protagonista, James (Nathan Phillips), e é aí que começam os problemas. Primeiro por que a construção desse personagem não ajuda muito, a intenção de mostrar que ele levou a vida como um escroto não convence tanto assim, e os seus atos de bondade não obtém o efeito que deveriam. Segundo pela falta de alcance dramático do ator, os conflitos que o personagem deveria apresentar não colam, é verdade que Nathan se esforça, mas não consegue passar a profundidade necessária. Na contramão do desempenho do rapaz, temos Rose (Angourie Rice), que está muito bem. Sua vontade de reencontrar o pai parece real e tanto a atriz, quanto a personagem demonstram uma maturidade interessante para a sua pouca idade.

Outro ponto positivo é a fotografia, que captura muito bem as paisagens urbanas completamente desoladas, além de imprimir uma temperatura perceptível nas imagens graças aos tons amarelados, que reforçam a intensidade do sol e o aumento crescente da temperatura. A música até tem seus momentos, mas em grande parte do filme passa despercebida, com um som eletrônico apagado demais.

Enfim, ‘These Final Hours’ é um filme de altos e baixos. Convence no senso de urgência e na construção de um cenário “pré-apocalíptico”, mas fica devendo no que diz respeito aos personagens, além de contar com um final que exagera no melodrama. Até vale a investida, mas não espere muito.

Nota: 6,5

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