Crítica: Exists | Toda a crueldade do Pé-Grande vingador

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15 anos depois de revolucionar o gênero do horror com uma das mais fantásticas ações de marketing que o cinema já viu, o diretor Eduardo Sánchez volta a trabalhar com a linguagem que popularizou anos atrás, o found footage, e apesar do resultado estar longe de algo que possa ‘marcar uma geração’, ele cria um filme bastante divertido.

 

No originalíssimo plot temos um grupo de jovens que vai passar um fim de semana em uma cabana no meio da floresta. Antes mesmo de chegarem ao local, coisas estranhas começam a acontecer, eles atropelam algo que desaparece antes mesmo deles poderem ver o que é e depois descobrem que parte da estrada está bloqueada.

 

Ao longo da estadia percebem que algo se esconde por entre as árvores, e seja lá o que for não é muito amigável. Os ruídos estranhos aumentam, e são seguidos por violentos ataques à cabana. Agora os amigos terão que encarar ou fugir do bicho, para que consigam sair com vida da situação.

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A trama é bem rasa mesmo e o desenvolvimento dos personagens é quase nulo, tanto que você não se importa com eles e nem chega a torcer contra, já que não existe nenhum tipo de identificação. Os atores são bem fracos, mas nenhum deles chega a incomodar profundamente.

 

O diretor não optou pela vertente do mistério na trama, mas sim o da tensão, por isso fica claro desde a primeira cena o que eles estão enfrentando. O que não fica claro é o porquê deles estarem sendo atacados, já que segundo a rápida explicação que o filme dá, o Pé-Grande só ataca quando se sente ameaçado.

 

Os pontos positivos que seguram a onda do filme estão quase todos na parte técnica. A direção é ágil e isso favorece muito as frenéticas perseguições, algumas tomadas são muito bem realizadas, o que reafirma o domínio que Sánchez tem sobre esse tipo de linguagem.

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O filme é curtíssimo, não se estende por mais de 75 minutos, o que colabora em muito para que a ausência de roteiro e o excesso de suspense não cansem o espectador. O filme termina no momento certo, mesmo que de maneira um pouco clichê e inadequada.

 

Com o que talvez seja o Pé-Grande mais inteligente e calculista da história, Exists é um filme extremamente derivado, mas que preenche bem a cota de diversão sem compromisso. Não está nem perto de remeter ao melhor momento da carreira do diretor, mas se destaca das dezenas de lançamentos desse desgastado subgênero.

 

Nota: 7,0

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