Crítica: Constantine | Primeira Temporada – #SaveConstantine

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Foi difícil, mas John Constantine e seus aliados conseguiram chegar ao final da primeira temporada, e apesar de toda a confusão criativa que se deu no inicio da série, apesar da redução de episódios que aconteceu durante a temporada, e de toda a indefinição acerca de seu futuro, ela conseguiu encerrar seu primeiro ano em uma média surpreendentemente positiva.

 

A série que estreou lá pela metade de outubro na NBC, sob as rédeas criativas de David S. Goyer e Daniel Cerone, começou mal. Seus três primeiros episódios trouxeram tramas rasas, aventurescas demais para o personagem e com um ar de Supernatural genérico. As coisas só foram se assentar e encontrar seu rumo a partir do episódio quatro, ‘A Feast of Friends’, quando o clima começou a ficar um pouco mais denso e a personalidade de John foi sendo explorada de maneira mais abrangente.

 

Consequentemente foi quando Matt Ryan se mostrou mais à vontade no papel, dando mais naturalidade a sua atuação, que nos primeiros episódios trazia uma sensação meio mecânica. Já que entrei no ramo das atuações, vamos aos outros personagens, Chas é interpretado por Charles Halford, que foi quem mais demorou pra encontrar o tom do seu personagem (na verdade creio que ele ainda não encontrou), sua atuação é apática e sem carisma.

Constantine

Angélica Celaya vive Zed e intercala bons e maus momentos, seus tiques e maneirismos combinam com a personagem e suas perturbações, mas ás vezes eles são exagerados demais. Manny é interpretado pelo experiente Harold Perrineau, que foi se encontrando na pele do anjo canastrão e foi responsável pelos melhores momentos desses dois últimos episódios.

 

Ao longo dos treze episódios Constantine abordou um pouco do que os fãs dos quadrinhos já conhecem e estão doidos para ver, fazendo John enfrentar espíritos, demônios, feiticeiros e toda a sorte de criaturas que povoam sua vasta mitologia. Utilizando da linguagem de episódios procedurais, com desenvolvimento da trama principal ao fundo, os roteiristas souberam aterrar bem os aspectos que serão desenvolvidos em uma provável segunda temporada.

 

Tecnicamente o show caminha muito bem, os efeitos são convincentes e trabalham a favor da história. A evolução que o série teve durante sua primeira temporada foi gigantesca, era nítida a sensação de que os roteiristas estavam se soltando das amarras da TV aberta, isso pôde ser notado tanto nas tramas, quanto na atmosfera mais sombria que foi se criando. Talvez o maior símbolo dessa libertação tenha sido o fato de que do quinto episódio em diante, John apareceu fumando sem nenhum pudor a todo momento.

 

A Season Finale apenas coroou toda essa evolução que já falei, trazendo participação do Papa Meia-Noite, de Jim Corrigan e do anjo Manny, todos trazendo revelações importantes e até certo ponto, surpreendentes sobre o caminho que o show pretende seguir. Com os rumores fortíssimos de que a produção da série seja transferida para o canal SyFy e até mude seu nome para Hellblazer, resta torcer para que lá os produtores se libertem ainda mais e deem ao show o futuro que ele merece, por que na NBC isso parece impossível.

 

#SaveConstantine

 

Nota: 8,0

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