Crítica: Big Driver – Em breve em um Super Cine perto de você

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Houve um tempo em que telefilmes remetiam sempre a produções de baixo orçamento, toscas e com qualidade altamente discutível. Esses tempos ficaram pra trás, o que não significa que todo telefilme seja uma obra prima, também.

 

Em uma colaboração do canal LifeTime com o mestre Stephen King, nasceu a adaptação de Big Driver, conto da coletânea ‘Full Dark, No Stars’ (mesmo do qual saiu A Good Marriage). Tess Thorne (Maria Bello) é a escritora de uma série de romances, que após participar de uma espécie de conferência com fãs, resolve pegar um atalho para voltar para casa. Após quase se acidentar na estrada, Tess percebe que o pneu de seu carro furou, mas acaba recebendo ajuda de um caminhoneiro que passava pelo local.

 

Infelizmente seu salvador não é o que parece ser, e ele acaba por atacar brutalmente Tess, violentando-a e deixando-a para morrer em um cano de esgoto. Inacreditavelmente, Tess acaba sobrevivendo e agora não ficará em paz enquanto não conseguir sua vingança.

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Pois é, não é o plot mais original da história (inclusive, é praticamente idêntico ao plot de Doce Vingança), mas os méritos estão em não querer ser mais do que realmente é. Uma típica história de vingança que se transforma em um típico suspense modo SuperCine.

 

O ponto mais forte do longa está na atuação de Maria Bello, que praticamente carrega o filme nas costas com sua performance repleta de coragem e perspicácia na pele de Tess Thorne. Outro ponto interessante é a particularidade de como ela usa seus talentos como autora de mistérios, para resolver seu próprio caso. Incluindo os conselhos recebidos de uma personagem de seus livros, interpretada pela veterana Olympia Dukakis.

 

Existem outras interações que dão um ‘quê’ de Alem da Imaginação a produção, mas apesar de isso soar interessante, apenas reforça a sensação de que a história é bem mais pesada do que a maneira que ela está sendo contada faz parecer.

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Enfim, Big Driver também não está a altura de seu autor, mas é melhor do que as últimas adaptações que foram produzidas (o que não significa muita coisa). E apesar de ter vários defeitos, é um filminho simpático, que pode ser resumido como a versão para senhoras do perturbador Doce Vingança.

 

Nota: 6,5

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