Crítica: 12 Monkeys – A Série | Primeira Temporada

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Uma série de ficção cientifica baseada no cultuado filme de Terry Gilliam sendo desenvolvida pelo canal SyFy. Os deuses do entretenimento sabem quanto temor esse tipo de noticia pode causar nas pessoas. Apesar da imensa liberdade criativa que o canal proporciona, sua margem de acerto não é das mais confiáveis. Por isso o resultado da produção pode ser considerado imensamente satisfatório após o término dessa primeira temporada e, ouso dizer, que foi uma das melhores estreias desse ano.

Eu já tinha falado um pouco sobre a série no artigo de ‘primeiras impressões’, mas caso você não saiba e nem tenha visto filme, vamos recapitular do que se trata: No ano de 2043, uma pessoa é enviada de volta no tempo para evitar que uma epidemia terrível aconteça e dizime grande parte da população mundial. Esse enviado é Cole (Aaron Stanford), que tem a missão de encontrar a Dra. Cassandra Railly (Amanda Schull), uma conceituada médica epidemiologista que o ajudará a localizar o suposto responsável por essa praga e impedir que ela aconteça.

O tempo passa ou nós é que passamos por ele? É possível alterar o passado? Durante os treze episódios dessa temporada essas perguntas reaparecem na mente do espectador. Em meio a várias idas e vindas no tempo somos confrontados com questionamentos do tipo, além de termos que lidar com a série de esforços em vão dos protagonistas. Muitas questões são levantadas durante a primeira temporada, e a cada nova que surgia ficava o receio de que os roteiristas não conseguissem responder satisfatoriamente a todas elas.

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Mas isso não foi um problema, com inteligência as dúvidas eram sanadas e essas davam lugar a novos questionamentos, caminho narrativo natural em obras que lidam com mistérios e viagens no tempo. Seus principais personagens tem carisma e se desenvolvem bastante no decorrer dos capítulos, em especial Jose Ramse (Kirk Acevedo), que surge inicialmente como um sidekick com ares de alivio cômico e se mostra como uma das principais peças que o roteiro usa para seguir adiante.

O protagonista James Cole (Aaron Stanford) ainda carece um pouco de empatia, mas seu personagem também evolui de uma simples engrenagem em um sistema maior, para alguém com quem o espectador se importa e torce. A maioria dos coadjuvantes tem seus momentos de destaque durante a série, as escolhas de Cassie (Amanda Schull), a traição de Aaron (Noah Bean), as motivações de Jones (Barbara Sukowa), a loucura de Jennifer (Emily Hampshire), a queda de Whitley (Demore Barnes) e principalmente, as misteriosas intenções da personagem de Alisen Down, que até agora não sabemos direito quem é.

Tal qual o roteiro, a produção e os aspectos técnicos estão de acordo com o que se espera de uma produção televisiva do SyFy. Sem os exageros na hora de usar efeitos visuais, mas ainda com aquela ausência de luz e com uma fotografia esquisita, que dão a impressão de falta de recursos. Por sorte esses aspectos não comprometem a qualidade do show.

A segunda temporada já foi confirmada para 2016, e espera-se que ela consiga manter o nível e responder as questões levantadas nesses treze episódios iniciais, sem se perder nas linhas temporais. ’12 Monkeys’ foi, com certeza, uma das mais gratas surpresas nas estreias de 2015.

 

Nota: 8,0

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