Crítica: 11:14 (Onze e quatorze – 2003)

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Assisti ’11:14′ pela primeira vez há alguns anos, no colégio, e desde então nunca mais o vi. Nunca dei a devida atenção para esse filme, talvez pela maneira como o conheci e pela idade que eu tinha na época. Recentemente a televisão o resgatou do limbo da minha memória e devo dizer: foi uma agradável surpresa.

Para dar uma sinopse sem entregar muita coisa só posso dizer que a trama acompanha cinco histórias diferentes, que ocorrem paralelamente na noite de uma cidade de Middleton, EUA. Todas acabam por convergir de alguma maneira ás 11:14 do título, e são vividas por um grupo de amigos arruaceiros, uma adolescente rebelde, uma funcionária de uma loja de conveniência, um grupo de paramédicos e um policial.

Dentre as belas surpresas do filme está o seu curioso elenco, que conta com o saudoso Patrick Swayze, a talentosa e irregular Hilary Swank, os ainda jovens Ben Foster, Colin Hanks, Rachael Leigh Cook e Jason Segel, e o então desconhecido, Clark Gregg. Todos estão muito bem e parecem estar se divertindo enquanto atuam, sensação que fica nítida para o espectador. Seus personagens trazem um ar estereotipado do “americano médio” que habitualmente povoa as pequenas e tranquilas cidades do interior dos Estados Unidos, mas essa sensação contribui para a função de cada um na história.

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Com o roteiro transcorrendo de maneira não linear, a montagem do filme ganha destaque ao não deixar o andamento confuso, e as transições feitas com estilo pelo diretor Greg Marcks dão um ar bem dinâmico ao longa, que tem um ritmo eletrizante e uma narrativa ágil cheia de elementos de efeito borboleta apresentados com altas doses de humor negro. O absurdo e o teor tragicômico de várias situações remetem ao cinema de Tarantino com uma pegada de Irmãos Coen, o que eleva ainda mais o valor da obra.

Enfim, é um pena que o diretor Greg Marcks tenha trabalhado tão pouco depois desse filme de 2003, mas mesmo assim, essa empreitada foi suficiente para demonstrar seu talento. Com roteiro redondinho e diálogos fantásticos, ’11:14′ é um filme despretensioso e extremamente divertido.

Nota: 8,0

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  • Fábio Alves

    Cara, você traduziu meu pensamento. Eu não dava nada por esse filme. Mas quando eu assisti. pirei. A única coisa que pude pensar ao termino foi -Ah, vadia!!