Batman: Assault on Arkham – Mais um ponto para o Universo animado DC

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A DC/Warner segue reforçando o domínio que tem no universo das animações com Batman: Assault on Arkham, novo longa animado protagonizado (mais ou menos) pelo Cavaleiro das Trevas.

Assault on Arkham se inspira no universo dos games da franquia Arkham, e começa com Edward Nigma, o Charada, fazendo seus tradicionais mind-games com Amanda Waller, que manda uma equipe de agentes para capturá-lo e/ou exterminá-lo em seu esconderijo. No meio da operação aparece o Batman surrando os tais agentes e levando o Charada para o Asilo Arkham ele mesmo. É aí que Waller recruta mais uma formação do Esquadrão Suicida para invadir o Asilo para recuperar o cajado de Nigma, que pode conter informações secretas de interesse de Amanda.

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Sendo essa a trama básica do longa, o foco fica quase que integralmente sobre o grupo de criminosos e sua perigosa missão em troca de remissão de alguns crimes do passado. A “equipe” é formada dessa vez por Pistoleiro, Capitão Bumerangue, Nevasca, Aranha Negra, Arlequina, Rei Tubarão e KGBesta, alguns mais e outros menos importantes na trama. Como é de se esperar, o espirito de equipe não é o forte desse grupo de vilões, então traições, mudanças de lado e conflitos acontecem á todo momento, dificultando ainda mais a realização do trabalho.

Em alguns pontos o filme acaba abusando um pouco dos clichês, como um dos integrantes da equipe que guarda um segredo sobre a missão, ou dois personagens improváveis que acabam tendo um “laço afetivo”, mas que não pesam tanto contra, mesmo o segundo ponto sendo bem gratuito. Podemos citar também uma divisão clara entre os atos do filme, com os dois primeiros protagonizados principalmente pelo Pistoleiro e sua trupe, sendo basicamente um filme de assalto, como o título sugere, focando bastante na relação dos vilões, com uma ação bacana e bastante luta; e o terceiro ato, já com todos os mistérios revelados, se tornando o clássico jogo de perseguição entre Batman e Coringa, com uma boa participação do Pistoleiro e da Arlequina.

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Os personagens necessários para o andamento da trama são bem desenvolvidos, com destaque para Arlequina doidaça e Pistoleiro, com uma importância que nunca me lembro de ter visto no personagem. Aranha Negra e KGBesta são subaproveitados e Nevasca e Rei Tubarão estão ok. Batman desta vez é coadjuvante em grande parte do tempo, mas a linguagem do filme colabora muito bem com suas intervenções. Coringa rouba a cena, como sempre, apesar de terem exagerado um pouco na “fodacidade” dele, principalmente em se tratando de combate físico.

Seguindo a linha de algumas dos últimos lançamentos da DC, Assault on Arkham tem uma violência gráfica presente e traduzida em sangue e decapitações, além de algumas cenas picantes. Digamos que é uma animação mais adulta. Os easter-eggs e participações também estão ali, com aparições e citações á Pinguim, Sr. Frio, Espantalho, Bane, Hera Venenosa e Victor Zsasz, entre outros.

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Enfim, Batman: Assault on Arkham pode não ser o melhor filme animado da DC, mas com uma fórmula interessante e história coesa, é mais um exemplo de que as animações são a especialidade da casa.

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