Crítica: American Ultra – Armados e Alucinados

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O ano de 2015 foi bastante positivo no que diz respeito a comédias de ação com um pé na espionagem. Tivemos o excepcional ‘Kingsman: Serviço Secreto’, que trouxe uma paródia/homenagem aos clássicos filmes de espião e agradou praticamente todo mundo. Tivemos também o surpreendente ‘A Espiã que sabia de menos’, mais voltado pra comédia, mas que uniu perfeitamente esses dois gêneros. American ultra parecia vir para continuar essa boa safra. Parecia…

Mike Howell (Jesse Eisenberg) é um típico maconheiro pacato que vive tranquilamente numa cidadezinha dos EUA, junto de sua namorada Phoebe (Kristen Stewart), a qual pretendia pedir em casamento em uma frustrada tentativa de viagem ao Havaí.  Depois desse acontecido, Jesse é surpreendido pela visita de uma misteriosa mulher, fato que imediatamente o faz entrar na mira de perseguidores perigosos e implacáveis, que farão de tudo para matá-lo, mesmo que ele nem saiba o porquê.

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Pra começar a enumerar os problemas de American Ultra, vamos falar sobre o elenco. Jesse Eisenberg pode até ter um certo talento, mas ele precisa urgentemente de papéis que possam comprovar isso. Aqui ele mais uma vez repete sua persona habitual, com as mesmas expressões e a mesma apatia de outros filmes. Kristen Stewart até se esforça, mas esbarra em suas próprias limitações. Connie Britton e John Leguizamo estão regulares, mas seus personagens são fracos demais. Mas o pior sem duvidas é Topher Grace no papel do vilão, em uma atuação afetada e sem carisma.

Daí partimos para o roteiro, que falha em diversos aspectos (quase todos). Sem se esforçar em fazer piadas, o filme falha miseravelmente na tentativa de criar um humor natural. É difícil esboçar qualquer sorriso durante a fita. A trama em si é conduzida de maneira desordenada, prejudicando ritmo e potencial dos acontecimentos. A motivação dos personagens é praticamente esquecida, especialmente a do principal antagonista, cujos atos são totalmente sem sentido, bem como a resolução dos problemas.

Nem mesmo as cenas de ação ganham qualquer destaque por aqui, sua realização é competente, mas mão há qualquer inventividade ou inspiração por parte do diretor Nima Nourizadeh, resultando em um filme derivado e sem identidade.Enfim, tal qual o seu subtítulo, American Ultra é um filme essencialmente desnecessário. Não traz nada de novo para o seu gênero, e os aspectos que tenta reaproveitar de outros filmes,  usa de maneira atrapalhada. Um filme de ação completamente genérico e dispensável.

Nota: 3,5

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