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Acho que todos concordam que Robert De Niro é a cara da Máfia em Hollywood, por isso é tão natural vê-lo interpretando vários tipos de gangster. A essa altura da carreira deve ser bem difícil deixar pra trás o estigma de mafioso fictício, quase tão difícil quanto para Giovanni Manzoni, seu personagem em A Família, deixar pra trás a vida de mafioso real.

Fazia tempo, muito tempo, que Luc Besson não acertava em seus novos projetos, dessa vez ele resolveu apostar em uma comédia em homenagem ao consagrado gênero dos filmes de máfia, para auxilia-lo nessa função tivemos o trio de atores veteranos formado por De Niro, Michelle Pfeiffer e Tommy Lee Jones, além da produção de Martin Scorsese, e os atores novatos John D’ Leo e Dianna Agron.

O roteiro escrito por Besson e Michael Caleo, baseado em um livro de Tonino Benacquista, mostra uma família de ex-mafiosos que foi integrada ao Sistema de Proteção á Testemunhas por ter delatado todos os seus antigos “colegas de profissão”. Com dificuldade de se adaptar a nova vida, eles acabam sempre chamando a atenção e obrigando o agente responsável a procurar outro lugar para morar. Sem falar das ocasionais tentativas de vingança de seus antigos sócios.

Como agora eles foram parar no sul da França, as piadas se apoiam muito no choque cultural e na admiração/recalque que os franceses tem pelos americanos e vice-e-versa, o que funciona muito bem. O tom caricatural dado a todos os personagens também é muito bem vindo. É muito engraçado ver que mesmo tentando manter as aparências de família padrão, sempre acontece alguma coisa que faz aflorar o jeito violento de cada um deles, com destaque aos insights do patriarca ao lidar com algum problema. Talvez as duas coisinhas que incomodem no longa é o fato dos moradores do interior da França falarem inglês naturalmente; e a outra é a artimanha safada usada por Besson para levar os mafiosos á localização da família.

Mas, como o filme é também uma homenagem, não podem faltar as referências aos clássicos do gênero, e elas surgem de todas as formas, em comentários sutis, em cenas jogadas na sua cara e até na bem escolhida trilha sonora. No quesito atuação, os quatro integrantes da família vão muito bem, e parece que depois de ser indicado ao Oscar depois de 11 anos, De Niro resolveu abandonar as atuações automáticas que ele adotou por algum tempo. Tommy Lee Jones segue sendo o Tommy Lee Jones que já vimos outras trezentas vezes no papel do agente carrancudo, durão, que fala rápido e dá ordens.

Enfim, não estamos diante de nada magnifico aqui, mas se você tem uma hora e meia de um domingo qualquer sobrando (eu sempre tenho, desde que me lembro), é um bom passatempo para curtir com seus bons companheiros ou com sua famiglia.

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