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Voltamos novamente para indicar mais quatro bons filmes para os leitores do Taxi Café, espero que vocês tenham gostado da ideia e visto alguns dos filmes indicados na semana passada (até porque gosto de acreditar que alguém está lendo essa bagaça). Sem mais delongas, vamos as quatro dicas dessa semana:

 

Identidade (Identity – 2003)

Diretor: James Mangold

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Esse excelente suspense do ano de 2003 se apoia em uma premissa extremamente simples, ele mostra dez estranhos que se encontram presos em um motel de beira de estrada nos arredores de Las Vegas. Uma terrível tempestade está caindo e eles estão completamente isolados. Esse grupo de pessoas é formado por um motorista de limusine (John Cusack), uma atriz decadente (Rebecca DeMornay), um policial (Ray Liotta) encarregado da escolta de um homicida (Jake Busey), uma garota de programa (Amanda Peet), dois jovens recém-casados (Clea DuVall e William Lee Scott) e uma esquisita família em crise (John C. McGinley, Leila Kenzle, Bret Loehr), além do gerente do local (John Hawkes). No decorrer da noite essas pessoas começam a ser assassinadas uma a uma e agora os sobreviventes tem que descobrir quem é o assassino. Apesar da premissa ser meio batida ela se adequa ao bom uso dos clichês do gênero, que o diretor James Mangold subverte e transforma em uma narrativa com bastante tensão e sustos eficientes, somado com um roteiro inteligente extremamente bem amarrado. Um filme da boa fase (que parece não voltar mais) de caras como John Cusack e Ray Liotta. Um entretenimento eficiente repleto de mistério e com um final com alto fator mind-blowing. Recomendadíssimo.

Nota: 8,0

 

 

Um brinde à Amizade (Drinking Buddies – 2013)

Diretor: Joe Swamberg

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Um filme sobre amizade extremamente real e palpável. Kate (Olivia Wilde) e Luke (Jake Johnson) trabalham juntos em uma cervejaria artesanal, eles são amigos e nós somos apresentados a relação de amizade que eles tem, além de suas relações com as outras pessoas. Kate está namorando com Chris (Ron Livingston), Lucas está quase casado com Jill (Anna Kendrick) e esse é basicamente o mote do filme. É um daqueles típicos casos onde a suposta ausência de história acaba se tornando a história, e ela é singela, natural e apresenta uma relação interpessoal extremamente realista e cativante. Um filme com bons atores que estão entrosados, com diálogos espertos e críveis, muitos deles improvisados pelo elenco. Um filme pouco convencional, que não usa de uma estrutura clássica e nem se rende aos clichês de comédias românticas ou do subterfúgio dos contos de fadas. Uma produção sensível e sincera em suas pretensões que merece ser conferida.

Nota: 7,5

 

 

Eu Declaro Guerra (I Declare War – 2012)

Diretor: Jason Lapeyre e Robert Wilson

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Esse é o filme que eu indicarei com um pouco mais de ressalvas, principalmente por que a qualidade da ideia não é totalmente vista na execução. Basicamente acompanhamos um grupo de crianças de seus 12/13 anos em uma partida de rouba-bandeira misturada com policia-e-ladrão. Só que os diretores nos mostram tudo isso na visão das crianças, ou melhor, de acordo com a imaginação das crianças, onde os pedaços de gravetos, estilingues e bexigas se transformam em armas de verdade, como pistolas e granadas, como se estivessem em uma guerra de verdade. Apesar dessa premissa remeter um pouco à ‘O Senhor das Moscas’, o resultado é bem menos metafórico e brutal. Basicamente a única ‘reflexão’ aqui está na constatação da universalidade dos dilemas infantis, como o ciúmes entre amigos ou famoso bullyng (que na época não sabíamos que era bullyng) e até a relação ‘esquisita’ com as meninas. A trama em si é um pouco rasa, é verdade, e isso faz com que o ritmo caia e a guerrinha se torne um pouco repetitiva, principalmente no terceiro ato. Enfim, apesar de ser um filme essencialmente infantil, ele pode ter um certo valor sentimental maior para os marmanjos que sentem a nostalgia da época das brincadeiras na rua.

Nota: 6,5

 

 

Headhunters (Hodejegerne – 2011)

Diretor: Morten Tyldum

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Um thriller de ação norueguês (cuja produção cinematográfica está cada vez melhor) excepcional. Roger (Aksel Hennie) é um headhunter famoso por recrutar executivos para as maiores empresas de seu país. Só que essa não é a única fonte de renda que alimenta o luxuoso estilo de vida que ele leva com sua bela esposa. Secretamente ele espiona e rouba as obras de arte de seus próprios clientes. Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau) é um desses clientes/vitimas em potencial, mas quando Roger tenta aplicar seu golpe usual algo dá errado e ele começa a ser implacavelmente perseguido. Sob essa premissa se desenrola uma série de perseguições de alto nível, com uma ação extremamente bem realizada e uma violência condizente com o desenrolar das sequências. Mas o filme não se resume a isso, o roteiro cheio de surpresas é outro ponto fortíssimo. A narrativa muda de direção várias vezes e surpreende o espectador com suas respostas inesperadas. Ainda sobra espaço para uma crítica pertinente à importância que as pessoas dão as aparências, ou seja, o diretor dá uma pincelada em vários aspectos de um bom filme, e consegue abranger tudo isso com muita competência. Habilidade que colocou seu mais novo filme, O Jogo da Imitação, encabeçando a temporada de premiações. Ainda não vi O Jogo da Imitação, mas afirmo que Headhunters é um filmaço que merece ser visto.

Nota: 8,0

 

 

Aproveitem as dicas!!

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